[she screams at 1:06 AM | [Curses]
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Nessa guerra de pernas, abraços e suspiros, sou eu quem perde. Perco o controle e até a dignidade. Perco-me para você, deixo que me possua.
Sou sua, e nada mais. Nada mais importa nem vai importar.
Tento recuar mas não consigo, minha pele anseia pelo seu calor. Seu cheiro me é embriagante, seduz-me a um ponto inimaginável.
Não confio em mim perto de você, não sou a mesma. Deixo-me afetar, pela sua voz, pelo seu olhar inocente, por você.
Você que de tantas pessoas me achou, e nem sabe disso.
Não vou deixar transparecer, não posso. Não posso mostrar minha cara de felicidade toda vez que me olha, não posso mostrar meu desejo toda vez que me toca.
Mas mesmo assim, não consigo evitar sorrir ao seu lado, de dar um riso abobalhado simplesmente ao olhar pra você que não entende o motivo pelo qual estou sempre sorrindo (ao seu lado). E não espero que entenda, é melhor assim.
Se não entende, não percebe. Não percebe que jogo esse jogo apenas por obrigação, que detesto ter que fingir não me importar com você quando quero me entregar.
Quero ser sua e te fazer meu, nem que seja só por alguns instantes.
[she screams at 5:32 PM | [Curses]
Quinta-feira, Agosto 17, 2006
Não quero te ver, entendeu? Não quero ter que suportar sua presença perto da minha, seu cheiro, seu calor, sua energia, não quero!!! Quero distancia, km e mais km de distancia, estar em algum lugar onde NADA me lembra de você, eu NÓS!!! Essas três míseras palavras que assombram meus pensamentos, dilaceram minha alma e arrancam meu coração tão friamente. Por quê?! Por quê?! Por que eu sou tão otária e você tão escroto!? Por que mesmo assim, eu ainda amo, amo e amo você?!
Você, você que já significou tanto pra mim. Você por quem eu dava a vida, agora nem meu desprezo recebe. Você, que me escrevia cartas de amor, poemas, e hoje mal lembra meu nome. "Você" que nem existe mais, sumiu, ao longo do tempo, diminuiu e diminuiu até sumir. Se escondeu atrás de fumaças de cigarro e garrafas de álcool, os quais eu sempre encontrava no final.
Queria não te amar mais, não pensar mais nisso, parar de me torturar com perguntas sem respostas e lembranças. Lembranças que já não passam de lembranças. Sem sentido, sem sentimento, são apenas imagens borradas de um passado que passou, e acabou, como havia de ser. E eu babaca acreditei no "para sempre", o "para sempre" que não existe a não ser nas falsas palavras que já enganaram tantos e dessa vez, eu fui a vítima da pegadinha. O "para sempre" que não é nada mais que uma piada sem graça.
Pare de mentir, para você e para mim. Não precisa, não quero. Não preciso da sua pena ou das suas falsas declarações de amor. NÃO PRECISO DE VOCÊ!!! Posso não estar bem como estou, mas estou melhor do que com você.
Será que eu te convenci com isso? Porque não importa quantas vezes eu repita, ainda é uma mentira.
[she screams at 10:58 PM | [Curses]
Segunda-feira, Maio 29, 2006
Já não sei mais aonde estou, as imagens se confundem com os sons, é delirante. A musica torna a noite sem estrelas mais sozinha, e meus pensamentos dilacerão meu coração. Passo a marcha mais um vez, não me importa matar uma família em um acidente hoje. Faço o retorno e entro na praia, abaixo os vidros e sinto e brisa bagunçar meus cabelos. Grito alto, grito seu nome. Junto com o termino da música, meu coração já não bate mais tão forte. As coisas desaceleram, menos o carro que continua corresdo descontrolado pela avenida. Meu corpo amolece, minha cabeça me parece mais pesada. Voltei para a avenida das Américas sem nem perceber, estou voltando de onde vim. Não presto atenção nos sinais, não consigo vê-los. Sinto a música pulsando pelas minhas veias, o piano tornou-se meu coração, assim como a triste letra é a minha alma. Não quero parar, mas não quero mais fugir. Fugir de você, de mim e do mundo. Talvez, talvez amanhã eu nem te ame mais, talvez eu vá acordar daqui a cinco minutos e ver que isso foi um sonho. Talvez você ainda volte para mim. Ou até quem sabe, você pare de mentir. Não importa. Não quero mais saber. Quero você, como sempre quis. Cada célula no meu corpo grita o seu nome, e eu não aguento mais isso. Não te desejo felicidades, não quero que você seja feliz, não sem mim. Não vê como sou miserável sem você? Como não te ter ao meu lado agora faz falta? Merda, não me importa mais foder tudo agora. Não quero te culpar pelos meus atos, mas a culpa é sua. Você me fez assim lembra? Me moldou com cada palavra e gesto seu, me fez me odiar por não te odiar. Me fodeu, fodeu com a minha cabeça e me jogou no lixo. Queria poder fazer o mesmo com você. Mas foda-se, você não se importaria, certo? Quem sabe todos os erros não tenham sido meus? E se eu te dissesse que te amava logo de uma vez, adiantaria de aluma coisa? E se eu te desse alguma razão em especial alem de sexo para continuar comigo? E se você percebesse o brilho em meus olhos ao te ver, teria adiantado? Não, eu sei que não.
A noite clarece no céu, mas ainda não está amanhecendo. Avanço mais um sinal, sem me preocupar com quem posso encontrar no cruzamento. Não tenho tempo para ver que com com o que me bateram, eu já estava morta de qualquer jeito. Fecho os meus olhos vagarosamente, e repito que te amo baixinho. Antes que os vidros estourassem e o carro capotasse, penso em você uma ultima vez.
Eu sou a escória da sociedade, e assim a minha vida acaba como a de qualquer um que se lança a noite.
[she screams at 8:55 PM | [Curses]
Terça-feira, Março 14, 2006
Soltou os cabelos e deu-lhe um sorriso sincero. Batia o cigarro enquanto pedia as bebidas, era estranho ver alguém como ela em um lugar daqueles. Tragava com delicadeza, quase como se beijasse o cigarro. Olhava para os lados fingindo indiferença, mas na verdade, estava animada com tudo aquilo. Posou sua mão gentilmente sobre a dele na mesa, não sabia suas intenções ainda, mas não se importava com isso. A pele mal-cuidada e as marcas no tempo eram visíveis no seu rosto, mas não chegavam a ofuscar o seu brilho. Conversavam sobre um assunto qualquer, mesmo assim não conseguia desviar seus olhos dela. Sua pele morena e seus olhos turquesa eram quase hipnóticos para ele. Rodava a ponta do dedo sobre a boca do copo e tentava disfarçar o enjôo causado pelos cigarros a mais e a falta de comida. Apagou o ultimo cigarro do maço no cinzeiro, havia fumado tudo naquelas ultimas horas no bar. Brincava com os talheres em vez de comer, não estava com fome na verdade.
"Então, vai me dizer o seu nome, ou não?" Só quando ele perguntou que ela percebeu que na verdade ainda não sabiam o nome um do outro, e ela pretendia que continuasse assim.
"Natasha. E significa o inicio e o fim de tudo." Disse-lhe uma meia verdade, mesmo que ele não entendesse nada.
"Hm. Não quer saber o meu nome?" Deu-lhe um sorriso sem graça, não estava muito interessada em saber.
"Seu nome provavelmente é Eduardo ou algo do tipo."
"Como sabe?"
"Não sei."
"Então, o que te traz aqui?¿"Ele perguntou tentando disfarçar o clima.
"Nada de especial. E você? Por que não está com sua mulher e seus filhos, e sim bebendo com uma estranha?"
"O que te faz achar que sou casado com filhos?"
"A aliança no seu bolso."
"Hm." Ele não nega nem afirma, mas ficou sem graça. "Então, onde você mora?"
"Em todo lugar" Deu um sorriso e olhou para ele de novo. "Vamos sair daqui?"
Andaram por um tempo até chegar em uma pequena rua com um motel. Ela se encostou na parede perto da entrada e puxou-o para cima de si. Beijou seu pescoço e foi subindo até se aproximar da boca, então empurrou-o gentilmente e puxou-o pela gravata até o motel.
Gemia como se sentisse um pazer quase infinito, quando na verdade mal o sentia. Ao final estavam ambos suados estirados sobre a cama. Ele tentou abraçá-la, mas ela o afastou, não ia trocar falsas caricias com ele.
"Qual o seu telefone?"
"Não lembro" Mentira, e ele havia percebido.
"Dixei o meu número sobre suas roupas, vamos sair no sábado."
Deu uma risada de leve, mas conseguiu disfarçá-la. Juntou suas coisas e começou e se vestir, não iria jogar o papel fora na frente dele, esperaria até sair do motel.
"Não faço planos para futuros distantes."
Calçou as botas e deu-lhe um beijo na testa, ele prefiriu não falar nada.
Jogou o papel fora quando chegou na calçada, e ascendeu o cigarro que havia pego do recepcionista enquanto pagava pelo quarto. Ele parou atras dela, como es esperasse alguma declaração de amor ou pelo menos alguma satisfação. Ela se virou e repetiu a mesma frase:
"Isso significa o inicio e o fim de tudo."
*[O.u.v.i.n.d.o] Ian Van Dahl - Castles In The Sky*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Nojo*
[she screams at 3:09 PM | [Curses]
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
O violino toca desafinado e me acorda para a noite.
Roxanne,
You don't have to wear that dress tonight
Chama meu nome e revela minha identidade, enquanto a voz rouca soletra as palavras que todos desejam.
Roxanne,
You don't have to sell your body to the night
O salto alto e a ausencia de roupa revelam os ossos e a decadencia, mas mesmo assim eles amam.
Roxanne,
You don't have to put on that red light
Os gritos e as notas que voam, observo para escolher quem pagara a mais essa noite.
Why does my heart cry?
Feelings I can't fight
É nojento. As voses, os rostos, os olhares. Minha cara de prazer quando quero gritar.
Roxanne
A cortina fecha. Atras dela eu perco o meu nome e ganho a minha alma.
You don't care if it's wrong or if it is right
Capricho? Prazer? Foram coisas das quas já me esqueci. A noite é longa, e eu sou a criança dentro dela.
*[O.u.v.i.n.d.o] Marilyn Manson - (S)aint*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Que talvez esse texto não tenha ficado tão bom qto eu esperava =S E sim, os negritos são parte da msk Roxanne do Moulin Rouge*
[she screams at 11:47 AM | [Curses]
Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
[Para ler ao som de: The All-American Rejects - Straightjacket Feeling ]
Ele deita a cabeça sobre minhas pernas, eu faço carinhos em suas bochechas. Ele estava bonito hoje, mais bonito do que eu gostaria de assumir, na verdade, ele sempre era bonito. Eu cantarolava qualquer coisa enquanto ele de olhos fechados passava a ponta dos dedos em meu rosto, como se tivesse esplorando-o sem nunca tê-lo visto. O silencio a nossa volta me parecia musica. Olho para seu rosto e ele me abre um sorriso de derreter qualquer coração, seus dentes parecem brilhar mais que as estrelas acimas de nós.
"O que está pensando?" Ele me pergunta com uma voz doce, a mesma voz que conquistou o meu coração a tanto tempo atras.
"Em uma música." Eu respondo olhando para o céu.
"Qual?" Ele pucha o meu rosto fazendo-me olhar para seus olhos turquesa, podia ficar a eternidade encarando-os.
"Nenhuma em especial."
Não sei quanto tempo ficamos em silencio, mas era aconchegante. Ouvir sua respiração, passar o dedo pelo seu rosto e sentir a barba mal feita à alguns dias atras. Se eu o amava? Muito mais do que gostaria. Mas isso não importava agora, nada importava.
"O que te trouxe aqui?" Ele me pergunta quebrando o silencio.
"Tudo." Falo lembrando de tudo, de todo o mundo que à alguns segundos me parecia tão distante, e de todas as razões que eu tinha para estar longe dele. "E você? O que te traz ao fim do mundo?"
"Você." Ele responde a unica coisa que eu queria ouvir.
"Sabe, você não devia ser tão bom com as palavras."
"Por quê?"
"Porque se torna impossivel não me apaixonar por você."
Olho para cima tentando afugentar as lágrimas que me vinham, ou pelo menos escodelas. Mas me foi em vão, logo elas escorriam pelo meu rosto incontrolávelmente uma atras da outra. Ele se levanta e senta ao meu lado, estende a mão e pega uma lágrima com o dedo indicador.
"Para de chorar."
"É tão facil para você dizer."
"Não queria fazer isso mais dificil para você."
"Não viesse."
"Não consegui." Ele fala chegando o rosto mais perto, queria ter força para afastar-me, mas não consigo.
Ele me beija delicadamente, passando uma mão pela minha nuca. Vai se inclinando sobre mim e fazendo-me deitar na grama. Delicadamente ele passa a mão sobre a alça do meu vestido, fazendo-a cair sobre o meu braço. E ele vai beijando indo de um ombro ao outro, fazendo cosquinhas com a respiração. Ele deita do meu lado, olhando para mim. Minhas lágrimas já acabaram, mas a dor ainda está por começar.
"É melhor eu ir."
"É, eu sei. Mas não quero que você vá."
"Nem eu quero ir, mas tenho que."
Ele me beija mais uma vez, e sussurra em meu ouvido que me ama. Ele se levanta, e começa a andar para longe. Me sento e me encolho, abraçada com minhas pernas. Começo a cantar de novo, dessa vez, para ele ouvir.
".........I'm holding on but letting go of you........"
E por um momento, ele quase para, mas continua, se ele parasse agora, nenhum de nós conseguiria. E lá fico eu, sózinha, como sempre foi. Sempre, antes de você.
*[O.u.v.i.n.d.o] The All-American Rejects - Straightjacket Feeling*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Saudades. Amor. E pensando em VOCÊ*
[she screams at 3:28 AM | [Curses]
Domingo, Dezembro 04, 2005
Prensa-me contra a a parede e suspende-me. Fode-me brutalmente, sem se importar. Gemo como uma puta, afinal, é isso o que sou. Sodomiza-me e humilhá-me, ainda sim gemo e gozo. Bate-me e puxa meus cabelos, ainda sim te grito palavras de orgasmo e deixo-o ter o poder sobre mim. Me joga para o canto da cama e faz um comentário qualquer, não quero saber o que foi. Pego a garrafa de whisk e dou um longo gole, derramo um pouco em você. Lambo e chupo-o, deixo-o gozar na minha cara. Puxas-me para cima e faz-me montá-lo mais um vez, faço movimentos velozes e bruscos, arranho seu peito, deixo que conduzá-me. Gozas em mim mais uma vez, não nos importam as conseqüencias, só o momento. Viro-me para seu rosto suado e acabado e falo:
¿Não importa quantas putas você come, não adianta, nenhuma delas vai ser que nem eu.¿
Levanto-me, cato tudo, taco a garrafa na parede e saio. Se me ouviu ou não, pouco importa, não vou ser eu quem vai pagar a conta.
*[O.u.v.i.n.d.o] Chumbawamba - Mary Mary* Pq não existe musica melhor pra se escrever ou ler esse texto.
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Vergonha dos meus textos pornográficos.*
[she screams at 5:21 PM | [Curses]
Terça-feira, Outubro 25, 2005
Acorda, grita corre, tropeça. Tira, bota. Corre, senta. Dorme, corre. Para, vira. Ascende, pucha, traga, solta. Palavras inúteis, risos, olhares, NÃO!!!! Sobe, sobe, sobe. Joga, desaba, dorme. Escreve, escreve, escreve. "Parabens!!", foda-se! Toca, desce, senta, lê. Sobe, desaba, blablabla. Cheira, rí, grita. "Tchau", desce, anda, sobe.
Paisagem, paisagem, paisagem. Grita, pula, abraça, "cherrie". Compra, compra, compra. Gasta, gasta, gasta. Um, dois, três, quatro: engole. Larga, sobe, dispara.
"Oi.", "Oi.", "Oi.". Bebe, rí, cheira, bebe, acaba. "Mais uma!", "Obrigada.", bebe. Engole, vômita. Tonta, agarra, fode. "Que? Sim, sim. Foi ótimo." Vômita, cheira, cai. Dança, tropeça, gira. 2:30, cedo, "vamos embora.".
Grita, rí, "mais um gole". Girando, girando, girando. Ascende, pucha, traga, segura, solta. Aspira, aspira, aspira. "Onde?", "Não sei.". "Horas? Escola? Pra que?!". Pega, beija, empurra. "Por que não, agora para de encher o saco.". Cai, bate, sangra, rí, rola. Vômita, tonta, tonta, tonta. Sono, girar, som. Dorme, desmaia, dor de cabeça. Um, cinco, oitro: engole. Cama, cai, homem, sai. Cores, girando. Girando, cores. Sorri, fecha, dorme.
Interessante, não!?
*[O.u.v.i.n.d.o] Garbage - Androgyny*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Que ninguém vai entender porra nenhuma desse texto. Se é que tem o que entender.*
[she screams at 2:07 PM | [Curses]
Sábado, Agosto 27, 2005
Detesto ter que beijá-lo, detesto ter que olhar para a sua cara de prazer. Não quero ouvir seus gemidos ou seus elogios, não quero ter de compartilhar essa cama com ele. A aurora nasce fria e vazia mais uma vez, meu orgasmo é triste e vazio. Deito-me ao lado dele, que me abraça e me leva para perto do seu corpo. Isso tudo poderia tornar-se uma grande história de amor, mas não consigo amá-lo. Não quero amá-lo. Sento-me na beirada da cama, estou exausta, mas não quero dormir ao seu lado, dá a idéia de que isso foi mais do que uma simples foda.
O que você faz quando a droga acaba? Ou quando todos os remédios não lhe parecem o suficiente para sorrir? Fumar um cigarro atrás do outro e fingir não se importar em morrer a cada tragada, vamos todos morrer cedo de qualquer maneira. Andar na beira do abismo a balançar, quase a dançar, a provocar o vento, a pedir-lhe um pouco mais de força para pular e voar. Mas não voarei se saltar, não tenho asas.
*[O.u.v.i.n.d.o] Craig Armstrong - This Love]*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Que isso ficou completamente sem logica, mas eu gostei.*
[she screams at 11:16 AM | [Curses]
Sexta-feira, Julho 15, 2005
As gotas pingavam da torneira mal fechada fazendo um barulho longo quando se encontravam com o resto da água. Observava o céu lá fora pelo vidro ao meu lado, as nuvens alternavam entre as cores laranja e roxo de um dia que morria. A água quente evaporava fazendo uma agradável e quente aura a minha volta. Afundei na água fazendo com que transbordasse, deixando somente uma parte das pernas, os ombros e a cabeça para fora. Não apetecia-me fazer mais nada a não ser ficar lá sentada observando a vida que passava pela janela. Afundei a cabeça lentamente, fiquei lá observando o silencio. Era como se um mundo houvesse se formado, não havia problemas, apenas o silêncio, o amigável porem perturbador silêncio. As bolhas iam uma a uma alcançando a superfície e o ar que me mantinha viva ia embora lentamente, mas não importava, não queria sair de lá. Lá eu era livre, lá finalmente eu era feliz. Mas as gotas voltaram, causando-me dores de cabeça e arrancando-me do meu mundo. Levantei-me já sem ar, a morte chamava-me para vida mais uma vez para torturar-me. A água havia esfriado e o vapor dissipado, restando-me o banheiro frio e vazio. E logo aquela música me volta à cabeça, a nossa música. Quero esquecer de você, parar de passar horas enlouquecendo por sua causa. Nós nunca mais nos vimos, não depois de tudo aquilo. Soltei a tampa do ralo e sentada assisti a água descendo pelo ralo carregando consigo as lágrimas que por mim jamais seriam derramadas. Contrastava-se ao mesmo tempo com o belo e o trágico, talvez as duas palavras fossem certas para explicar tudo, até a vida, ou pelo menos a minha.
*[O.u.v.i.n.d.o] Within Temptation - Candles*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Feliz por estar tirando as teias de aranha do blog*
[she screams at 12:02 AM | [Curses]
Terça-feira, Abril 26, 2005
Venha comigo,
Adentre a escuridão da noite.
Aceite minha maldição,
Como uma dádiva.
Deixe-me aguçar teus sentidos,
Veja o choro da lua,
E ouça o canto das estrelas.
Beba do elixir da vida,
E não sinta o tempo passar.
Fuja da luz do sol,
E revele-se no reflexo do luar.
Venha comigo,
Deixe-me mostrar um universo que jamais imaginarias,
Esqueça os limites,
Ame o que não é permitido,
Alimente-se da luxuria dos vivos.
Viva a festa interminável dos deuses,
Mas rasteje-se como um demônio.
*[O.u.v.i.n.d.o] Mary, Mary - Chumbawamba*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Raiva desse poema q ficou sem um final descente*
[she screams at 12:12 AM | [Curses]
Domingo, Março 27, 2005
O sangue escorrendo pela parede,
Os gritos ensurdecedores,
As lágrimas pingando no chão.
A mão forte que lhe ia ao rosto,
E os risos diabólicos.
As roupas rasgadas e jogadas,
O corpo frio e semimorto,
Atirado no azulejo branco.
O grito implorando por socorro,
A corda que passava pelo pescoço,
Abafando o choro e tirando o ar.
As pernas que já quase não se debatiam,
E os olhos que começavam a se cerrar.
Deixou-a, lá, assim,
Nua, Atirada, morta, humilhada,
Afogada em seu próprio sangue.
[O.u.v.i.n.d.o] Dragula - Rob Zombie*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Tédio*
[she screams at 8:53 PM | [Curses]
Quarta-feira, Março 09, 2005
Ascendeu o cigarro e sentou na bancada, observava as gotas de chuva que caiam do outro lado do vidro. Sentia como se cada gota fosse uma lágrima que jamais seria solta por seus olhos. Deu a ultima tragada e abriu a janela para jogar a gimba do cigarro fora, sentiu uma brisa fresca passar arrepiando seus pelos e brincando com seus cabelos. Arregaçou as mangas e botou os braços para fora, queria sentir a água em suas mãos como se pudesse fechá-las e guardar dentro de seu coração novamente, mas elas escapavam por entre os dedos e atingiam o chão com mais força ainda. Ficou lá por algumas horas a ver o clarão dos raios e a sentir a chuva, esperou até o ultimo cigarro acabar e levantou. Ligou o som, mas nada lhe apetitava, o silêncio lhe era muito mais agradável e musical, então desligou o som antes que lhe desse uma dor de cabeça. Sentou na cadeira e pegou o papel e a caneta, mas palavras naquele momento lhe pareciam um estremo e inútil desperdício. Jogou-se na cama e se escondeu entre as cobertas, tinha medo do anjo mau que circulava pelo quarto durante seu sono, calmamente foi adormecendo, para quem sabe desta vês não acordar mais. Sonhou que era uma pequena gota que caia em uma floresta distante onde fadas e duendes moravam, e ia passando por um riacho puro e cristalino até alcançar uma grande lagoa que ficava no centro dessa floresta, onde vários seres mágicos e desconhecidos abitavam e lá ela se tornou um deles, um lindo unicórnio negro que cavalgava em liberdade para onde quisesse.
A chuva parou com os primeiros raios de sol da manhã, mas esses raios não fizeram a menina parar de sonhar. Ela havia se tornado um ser livre, e agora jamais retornaria a sua gaiola.
*[O.u.v.i.n.d.o] Pale - Within Temptation*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Saudades*
[she screams at 9:10 PM | [Curses]
Terça-feira, Março 01, 2005
Acordava com a mesma infelicidade de todos os dias, com a mesma falta de vontade de se fingir feliz. Mas logo botou sua mascara e contentou-se, nada podia fazer. Juntava forças e espantava o sono para se levantar quando ouviu um barulho peculiar lá fora, estava começando a chover. Correu para janela para pegar as primeiras gotas que limpavam a cidade, e logo levavam sua tristeza para longe com uma pequena faísca de alegria que começava a virar um fogo que ardia em seu coração. Arrumou-se rapidamente e logo saiu de casa, sabia que aquilo logo acabaria. Só havia ela e a chuva nas ruas. Deixou sua alegria fluir por todo seu corpo e começar a controlá-la, não queria desperdiçá-la. Deixou suas coisas em um lugar seco e logo correu para a chuva, sentia-se viva de novo. Girou e rodopiou a cantar, pulava em poças d¿água e sentia as gotas em seu rosto. Esquecia de todos os carros a sua volta e da hora que passava, nada mais lhe importava. E então encontrou sua mascara no chão, seca, fria, mas ainda sim com o mesmo sorriso sempre vazio, porem alegre. Queria jogá-la fora, mas sabia que não podia, sabia que teria de usá-la de novo. Pegou suas coisas e guardou-a gentilmente, hoje não precisaria dela. A chuva se ia e dava lugar ao Sol, e com isso ela começava novamente sua caminhada, mas hoje era diferente. Hoje estava ensopada, mas com uma alegria radiante. Ninguém se percebeu de seu verdadeiro sorriso ou de seu aspecto encharcado, mas isso não a incomodava, estava feliz demais para se preocupar.
*[O.u.v.i.n.d.o] Where Will You Go - Evanescence*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Alegria Infantil*
[she screams at 11:18 PM | [Curses]
Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
Correr, gritar, girar, brincar,
Beijar-te mais uma vez,
Pela ultima vez.
Sentir teus braços em mim.
Chorar, desesperar-me, matar-me.
Velo indo para longe,
Para longe de mim.
Soluços, mágoas, lágrimas.
Não sentir mais teu toque,
Saber que não me queres mais.
Depressão, cortes, desespero.
Minha vida sem você,
Não sou mais nada.
Insônia, remédios, loucura.
Pq me deixaste!?
Pq mentiste?!
Abraços, chamegos, caricias.
Voltas para mim,
Por uma ultima noite.
Risos, sorrisos, alegria.
Desfloro-te,
Sou sua.
Solidão, morte, sangue.
Vais-te para sempre,
E me deixas aqui.
Sirenes, confusão, perdas.
Fois-te,
Mas te encontrarei novamente,
Sei que estarás me esperando.
[she screams at 9:14 PM | [Curses]
Terça-feira, Fevereiro 08, 2005
Encontre-me depois do anoitecer,
Nós fugiremos para longe,
Voaremos para onde o Sol não nos encontrará.
Conceda-me tua maldição,
Não me importarei.
Nós passaremos a eternidade juntos,
Sem a brisa do tempo,
Ou a tempestade da morte para nos preocupar.
Ouviremos o choro da lua,
E veremos o sorriso da chuva.
Da-me teus sentidos,
Roube minha alma,
Nada nos impedirá.
Dançaremos na luz das estrelas,
E viveremos outras vidas.
Até que os primeiros raios de sol da manhã nos encontrem,
E nos separem pelas chamas que queimarão nossos corpos.
*[O.u.v.i.n.d.o] Before The Dawn - Evanescence*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Saudades*
[she screams at 11:24 PM | [Curses]
Sexta-feira, Janeiro 28, 2005
Esse frio que percorre meu corpo,
Sem teus braços para me aquecer,
Ou teus beijos para me confortar.
Não sei o que falei,
Ou porque falei.
Só sei que o magoei de novo,
E novamente quase lhe perco,
Quase jogo esse meu amor por ti para o alto,
Quase deixo minha vida escapar pelos meus dedos.
Mas mais uma vez você me perdoa,
Mais uma vez percebo o quão errada estava,
Mais uma vez desmorono.
Lagrimas brotam dos meus olhos,
E escorrem pelo meu rosto.
Sei que também estas assim por minha causa.
Sei que não mereço teu perdão,
Sei que não lhe mereço.
E isso me assusta,
Pois não sei o que vistes em mim,
E tenho medo de um dia não veres mais isso,
De perceberes que não sou digna de poder te chamar de ¿meu namorado¿,
Ou de achares uma pessoa que te mereça e que o roube de mim.
E nesse momento voltarei a ser quem era antes,
Voltarei a ter o mesmo sorriso vazio,
E as mesmas lagrimas por trás do olhar,
Mas não o terei para enxugá-las novamente.
Não terei mais minhas asas para voar contigo para longe quando estiver mal,
Elas terão sido arrancadas de mim.
Então a menina sorridente de que tanto gostas irá embora.
E o terei perdido para sempre.
*[O.u.v.i.n.d.o] Forgive Me - Evanescence*
*[S.e.n.t.i.n.d.o] Slidão*
[she screams at 2:36 AM | [Curses]
Terça-feira, Janeiro 25, 2005
Acredita... que ainda sinto as pernas a tremer quando te vejo ao longe.
Acredita... que me arrepio com os teus beijos.
Acredita... que sou tua para sempre.
Acredita... que eu admiro a pessoa que és.
Acredita... que me fizeste gostar de mim mesma.
Acredita... no orgulho que tenho em te ter comigo.
Acredita... nos poemas que te digo com o olhar.
Acredita... que tenho ciúmes e não faço questão de os esconder.
Acredita... que morro de medo de te perder.
Acredita... que me sinto totalmente á vontade contigo.
Acredita... quando digo que não sei viver sem ti.
Acredita... que fico nas nuvens a ver-te dormir.
Acredita... nos meus sorrisos.
Acredita....nos meus orgasmos.
Acredita... nos meus medos
Acredita... no meu amor.
Acredita... que é eterno.
"Acredita que nunca me senti assim..."
Ps:
1- Esse texto não foi feito por mim...foi feito por uma pessoa q apesar deu não conhecer mtu, eu tenho uma consideração enorme...essa pessoa meio q me inspirou a começar a escrever....pq ela escreve suas coisas com paixão e sentimento...e eu espero q um dia eu consiga passar no meu poema o msm sentimento q ela passa nos dela pra mim...
2- Eu botei esse texto pra uma pessoa mtu especial...q todos q me conhecem sabem qm eh...ele q eh uma pessoa maravilhosa...c não a melhor q eu jah conheci...q ah 7 meses tras uma alegria sem fim pra mim...eh pq eu não consigo me expressar mtu bem em poemas de amor, c não eu soh escreveria coisas pra ele...eu soh keria q ele soubesse q eu amo ele muito, e eu acho q ele não tem noção do quanto esse meu amor por ele é grande...e q cada minuto sem ele´doi demais em mim...e q eu daria todas as estrelas do céu pra ele se eu pudesse, se isso desfizesse todas as merdas q eu jah fiz e fizesse ele perceber q sem ele eu não sou nda e nem vivo....soh isso...
[she screams at 1:12 AM | [Curses]
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005

Your inner soul is very mellow. You're very laid
back and pretty much enjoy life! You're quite
an average person, you enjoy hanging out with
your friends, but also making sure you're doing
alright in school. You love to have fun and
laugh, but you're also quiet at times and just
like to soak in the pleasurement of simple
things. You have a pretty good life going on
and wouldn't trade it for anything else :)
What Is Your Inner Soul Trying To Say? (With Pics)
brought to you by Quizilla
[she screams at 12:58 PM | [Curses]
Julia
14
Rio de Janeiro
Risonha
Sincera
Confusa
Apaixonada
Feia
Quieta
Alegre
Esquisita
Preguicosa
Dorminhoca
Mente Aberta
Polemica
Carinhosa
Triste
Criança
Adulta
Adolescente
Insana
Pequena
Grossa
Sarcástica
Compulsiva
Chorona
Temperamental
Sonhadora
Mal-educada
Complicada
Rebelde
Sensível
Teimosa
Medrosa
Estúpida
Errada
Insegura
Musica
Escuro
Preto
Velas
Insenso
Luis Royo
*falsos*Amigos
Gatos
Lua
Cama
Chuva
Livros
Pecado
Mangas Compridas
Alegria
Céu
Nuvens
Estrelas
Madrugada
Viagens
Mar
Risos
Lágrimas
Verdade
Poemas
All Star
Orquídeas
Vida
Silêncio
Montanhas
Gritos
Olhos
Tattoos
Piercings
Vento
Inverno
Chingamentos
Frio
Chuva
Bebidas
Avril Larvinha
Felipe Dylon
Risos Falsos
Burrice
Ignorancia
Egoísmo
Depressão
Remédios
Coverdia
O Mundo
Mentiras
Dos de Cabeça
Mascaras
Menstruação
Inimigos
Solidão
Chorar
Tédio
Eu
Calor
Aranhas